Alívio

Pensei que a ausência ia machucar mais, percebo agora que finalmente os calos estão se formando. Passados um ano de dor interminável o peito cessa de apertar e pede arrego. Passados seis meses do fim a queimada parece ter realizado o seu propósito e deixado o solo pronto para o cultivo.

Todos falaram comigo ontem, menos ela, e isso doeu menos do que eu esperava. Fazem nove anos que minha vida virou de cabeça para baixo, nove anos que eu pensei que seriam para sempre, que eu quis que fosse para sempre, mas que o destino, aquele ser arteiro que não nos deixa saber das coisas, optou por negar-me e me surpreender.

Espero pela calmaria, dessas que vem depois das tempestades intensas. Acho que fiz por merecer o furacão, minha negligência e presunção, minha imobilidade e fraqueza a trouxeram, mas creio que as marteladas foram brutais e como metal recém forjado saio fortalecido da turbulência.

Alívio…

E um pouco de calma finalmente.

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~ por Olethros em 13/08/2014.

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