Claustro Finito

Não havia restado nada naquele local além de poesia. Ele estava além de descrições, além de histórias, além de dissertações e fora do frio alcance da prosa superestimada. A noite no local era fria, como o temor da morte em um pecador. Suas paredes eram de um mármore branco, como a inocência virginal ainda sem sangue. E não havia nada lá.

De manhã a aurora podia ser vista por uma frecha, que aos poucos cederia espaço para um fino raio de luz solar. Era como a esperança pedindo passagem para entrar na caixa de Pandora. Apenas o tempo passava no local e de certa forma ele embelezava os poemas que lá viviam. O raio de luz não durava, consumido pelo medo da morte. O chão era árido e infértil, como a lembrança de um aborto. O teto de granito, era mais velho que a vida e mais sábio que os homens. E não havia nada lá, apenas Poesia.

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~ por Olethros em 23/03/2009.

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